EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
São chamados EPIs – Equipamentos de Proteção Individual – todo equipamento que possa proteger o trabalhador, evitando o contato com toxicantes, exposição a ruídos e radiações, proteção contra objetos em queda livre, objetos perfurocortantes, etc. Graças ao importante papel de proteção térmica no controle de pragas, a vestimenta também é considerada um equipamento de proteção individual (FUNASA, 2001).
As três vias de exposição pelas quais um tóxico penetra no organismo são a respiratória, dérmica e digestiva. A proteção digestiva se faz, basicamente, evitando-se fumar, beber e/ou ingerir alimentos durante manipulação de produtos domissanitários. Olhos e ouvidos devem ser protegidos dependendo da atividade a ser executada (FUNASA, 2001).
Equipamentos de Proteção Dermal
Durante as atividades de controle de vetores, o trabalhador pode entrar em contato com produtos químicos, principalmente inseticidas, que oferecem risco à saúde. A pele é uma das principais vias de absorção dessas substâncias, por isso a proteção dérmica é fundamental.
Os Equipamentos de Proteção Dérmica (EPDs) têm a função de impedir o contato direto da pele com produtos tóxicos, resíduos e superfícies contaminadas, reduzindo o risco de intoxicações e acidentes de trabalho.
Os principais são:
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Luvas impermeáveis e resistentes aos produtos químicos;
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Botas de borracha ou material impermeável para proteção dos pés;
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Roupas de proteção, como macacões ou roupas de mangas longas e calças compridas;
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Avental impermeável, especialmente durante o preparo e diluição dos produtos.
Dentre os principais cuidados a serem observados, temos:
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Os equipamentos devem estar sempre em bom estado, sem rasgos ou vazamentos;
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O uso dos EPIs é obrigatório durante toda a atividade, desde o preparo até a aplicação;
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Após o uso, os equipamentos devem ser lavados e armazenados corretamente;
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Roupas contaminadas não devem ser levadas para casa e devem ser lavadas separadamente.
Equipamentos de Proteção Respiratória
Durante as atividades de controle de pragas urbanas, o trabalhador pode ser exposto à inalação de névoas, aerossóis e vapores químicos, especialmente durante o preparo e a aplicação de inseticidas. A inalação é uma via rápida de absorção de substâncias tóxicas, o que torna a proteção respiratória indispensável.
Os Equipamentos de Proteção Respiratória (EPR) têm a função de proteger as vias aéreas, reduzindo o risco de intoxicações, alergias, irritações e danos ao sistema respiratório.
Os principais tipos de proteção respiratória são:
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Máscaras filtrantes, indicadas para proteção contra poeiras e aerossóis;
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Respiradores com filtros químicos, utilizados contra vapores e gases tóxicos;
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Respiradores com filtros combinados, que protegem simultaneamente contra partículas e vapores químicos;
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Máscaras semifaciais ou faciais inteiras, conforme o nível de risco da atividade.
Cuidados importantes a serem observados:
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O respirador deve ser adequado ao tipo de produto químico utilizado;
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Os filtros precisam ser compatíveis com o risco e substituídos conforme orientação do fabricante;
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O equipamento deve estar bem ajustado ao rosto, garantindo vedação adequada;
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Não utilizar respiradores com filtros vencidos, danificados ou saturados;
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Após o uso, o respirador deve ser limpo, higienizado e armazenado corretamente.
O uso correto dos equipamentos de proteção respiratória é essencial para preservar a saúde do trabalhador, prevenindo intoxicações e doenças respiratórias durante as atividades de controle de vetores.
Equipamentos de Proteção Auditiva
Durante algumas atividades operacionais, os trabalhadores podem ser expostos a níveis elevados de ruído, provenientes do uso de máquinas, equipamentos motorizados, bombas, compressores, termonebulizadores, atomizadores ou outros dispositivos utilizados no controle de vetores e serviços associados.
A exposição contínua ou repetida ao ruído pode causar perda auditiva progressiva e irreversível, além de outros problemas como zumbido, estresse e fadiga. Por isso, a proteção auditiva é indispensável sempre que houver risco de exposição acima dos limites seguros.
Os Equipamentos de Proteção Auditiva (EPA) têm a função de reduzir a intensidade do som que atinge o ouvido, protegendo a audição do trabalhador.
Principais tipos de proteção auditiva:
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Protetores auriculares tipo concha, que cobrem completamente as orelhas;
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Protetores auriculares tipo inserção (plug), que são colocados dentro do canal auditivo;
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Protetores reutilizáveis ou descartáveis, conforme a atividade e o tempo de uso.
Cuidados importantes na utilização e manutenção:
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O protetor deve ser adequado ao nível de ruído do ambiente;
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O uso é obrigatório durante toda a operação com ruído elevado;
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O equipamento deve estar limpo e em boas condições, sem rachaduras ou deformações;
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Protetores danificados ou sujos devem ser substituídos imediatamente;
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O trabalhador deve receber orientação sobre colocação correta, garantindo eficiência do equipamento.
O uso correto dos equipamentos de proteção auditiva é fundamental para prevenir a perda auditiva ocupacional e preservar a saúde e a qualidade de vida do trabalhador.
Equipamentos de Proteção Visual
Durante as atividades de controle de pragas urbanas, os olhos podem ficar expostos a respingos de produtos químicos, poeiras, partículas, aerossóis e vapores irritantes, principalmente nas etapas de preparo, diluição e aplicação de produtos.
Os Equipamentos de Proteção Visual (EPV) têm a função de proteger os olhos contra acidentes, irritações, queimaduras químicas e lesões, preservando a saúde visual do trabalhador.
Os principais tipos de proteção visual são:
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Óculos de segurança, com lentes resistentes e proteção lateral;
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Óculos vedados, indicados para atividades com risco de respingos e vapores;
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Protetores faciais (viseiras), utilizados quando há maior risco de projeção de partículas ou contato direto com produtos químicos.
Cuidados importantes na utilização e manutenção:
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O equipamento deve ser adequado ao tipo de risco da atividade;
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Os óculos devem estar bem ajustados ao rosto, garantindo proteção eficaz;
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Não utilizar equipamentos riscados, quebrados ou sem vedação adequada;
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Após o uso, os equipamentos devem ser limpos, higienizados e armazenados corretamente;
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A proteção visual deve ser usada durante toda a atividade de risco, sem exceções.
O uso correto dos equipamentos de proteção visual é essencial para prevenir acidentes oculares, evitando danos graves e até permanentes à visão.
(FUNASA, 2001).